As vantagens da previdência multifundos do MIO

No Mio cada contratação de previdência possibilita a criação de um portifólio personalizado, escolhido entre todos os fundos disponíveis na plataforma. Entenda as vantagens dessa estrutura comparada à previdência tradicional, na qual cada contratação contém um único fundo associado.

Time MIO

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A previdência privada evoluiu — e hoje já não faz sentido tratá-la como um produto rígido, com apenas um fundo e poucas alternativas de ajuste ao longo do tempo. Em um mundo em que o investidor muda de perfil, objetivos e tolerância a risco ao longo da vida, surge um novo conceito: previdência multifundos. E a previdência MIO Vinci Partners foi estruturada exatamente com essa lógica: oferecer uma plataforma de previdência flexível, personalizada e eficiente, capaz de acompanhar cada fase da vida financeira do investidor.

O que é previdência multifundos?

A previdência multifundos é um modelo em que o investidor pode aplicar seus recursos em diversos fundos de previdência diferentes, todos dentro de um único plano e de um único certificado. O certificado de previdência é sua conta individual na previdência, que vai consolidar seu patrimônio investido, aplicações, resgates e o imposto de renda aplicável no resgate se houver.

Em relação à previdência tradicional, que exige um novo plano para cada fundo, o modelo multifundos tem essas vantagens:

  • rebalanceamentos sem necessidade de portabilidades
  • compensação tributária entre fundos
  • aplicações e resgates consolidados na carteira
  • inclusão de novos fundos na carteira sem fazer nova contratação de plano

Nas próximas seções vamos explicar cada uma dessas vantagens. Para ficar mais fácil a referência, vamos chamar os planos tradicionais do mercado de previdência monofundo.

Rebalanceamento sem portabilidade

No plano multifundos, mudar de fundos de investimento, isto é, rebalancear a carteira de investimento, tem duas vantagens em relação a uma carteira de vários planos monofundos: a) resgates automatizados e b) prazos menores.

Vamos ver na prática em um exemplo. Suponha que a carteira de investimento de previdência tem três fundos:

Fundo Prazo de resgate em dias úteis Percentual da carteira
CDI 1 30%
Multimercado 5 50%
Ações 10 20%

Agora suponha que o investidor deseja transferir parte do investimento no multimercado e no fundo de ações para o fundo CDI. No plano multifundos, ele faz uma única solicitação, que são os novos pesos que cada fundo deve ter na carteira:

Fundo Novo peso
CDI 40%
Multimercado 45%
Ações 15%

A partir disso, o MIO faz automaticamente todo o restante do processo que será concluído até o mais longo prazo de resgate dos fundos envolvidos. No exemplo acima, este prazo é dez dias úteis, referente ao fundo de ações da carteira.

No caso de uma carteira de três planos monofundos, o procedimento é diferente. Primeiro, o cliente precisa solicitar uma portabilidade do plano do fundo Ações para o plano do fundo CDI. Após cinco dias úteis, o cliente precisa entrar em contato novamente com a seguradora de planos monofundos e solicitar uma segunda portabilidade: do plano monofundo multimercado para o plano CDI. Essa segunda comunicação corresponde ao prazo de liquidação do fundo multimercado que o cliente tem na carteira. No caso de monofundos, o cliente precisará solicitar uma portabilidade interna para cada fundo da carteira em datas diferentes e precisa controlar isso por conta própria. Para carteiras de investimento com quatro ou mais fundos, isso começa a ser um trabalho com demanda de tempo do cliente. Usualmente, o processo ainda necessitará de prazos adicionais para portabilidade interna dos planos, além dos prazos de resgates dos fundos. A portabilidade interna pode demorar semanas.

Compensação tributária

Existe uma vantagem do modelo multifundos do MIO que não é possível de ser replicada no caso de previdência monofundo: a compensação tributária. O imposto de renda do resgate no caso do multifundos é cobrado sobre a consolidação de todos os fundos, enquanto no caso monofundo o imposto é calculado isoladamente para cada fundo. A base de imposto no caso do multifundos VGBL será menor sempre que um dos fundos da carteira teve rentabilidade negativa no período de investimento.

Veja o exemplo abaixo. Suponha que a carteira de previdência seja esta:

Fundo Aplicação inicial Rentabilidade do fundo % Rentabilidade em reais
CDI 1000 10% 100
Ações 1000 -10% -100

Agora vamos contrastar as bases de cálculos do IR em um plano VGBL entre multifundos e múltiplos planos monofundos:

Tipo da carteira Base de cálculo IR
Multifundos R$ 0
Monofundo R$ 100

No certificado multifundos, a rentabilidade de previdência foi zero (R$ 100 positivos de um fundo mais perda de R$ 100 do outro) e portanto nenhum imposto é devido. No caso de dois planos monofundo, com a mesma carteira do multifundos, o investidor precisa pagar imposto sobre R$ 100 do fundo de rentabilidade positiva. O imposto pago no resgate será definitivo no sentido que não há como solicitar restituição de imposto pago no resgate monofundo CDI por conta da rentabilidade do plano monofundo de ações.

Alguém poderia argumentar que a compensação tributária de multifundos poderia ser mimetizada com dois monofundos fazendo uma portabilidade do monofundo com rentabilidade negativa para o monofundo de rentabilidade positiva (ou a ordem contrária). No entanto, esse procedimento é diferente em duas questões muito importantes, o prazo e o risco:

  • Prazo: No caso de multifundos, o prazo para resgate total da carteira será igual ao mais longo dos prazos dos fundos de investimentos. No caso de múltiplos planos monofundos, para tentar obter compensação tributária o prazo seria igual a soma dos prazos de resgate de cada fundo somado ainda aos prazos de portabilidades internas. O procedimento operacional da previdência usualmente tem prazo de portabilidades em algumas seguradoras não digitais de semanas, mas mesmo que a portabilidade fosse instantânea o resgate se torna mais longo. Por exemplo, se a carteira em questão é composta por dois fundos com prazo de resgate de 5 dias úteis, o prazo de resgate total em multifundos é 5 dias úteis, enquanto no monofundo são pelo menos 10 dias úteis: cinco dias para transferir do monofundo com rentabilidade negativa para a positiva, mais cinco dias úteis para resgatar do fundo de rentabilidade positiva para obter o imposto zero. Na prática, no monofundos, o prazo será maior que a soma dos prazos de resgate de cada fundo envolvido porque há necessidade de portabilidade entre planos.

  • Risco: ao transferir recursos de um monofundo para o outro monofundo, há também transferência da natureza do risco. Vamos supor que você possui dois fundos de crédito, ambos com três dias úteis de prazo de cotização do resgate e um dia útil após a cotização para liquidação. Suponha que um destes fundos você precisa compensar rentabilidade negativa transferindo para outro. Em um plano multifundos, ao solicitar na segunda-feira o resgate total da previdência, você estará integralmente sem investimento de crédito na sexta-feira. Em um plano monofundos, você só estará sem investimentos em crédito na quinta-feira da semana seguinte (supondo não haver feriados no período). Se, na terça-feira da semana seguinte, uma das empresas com títulos no portfólio dos fundos declarar insolvência, sua rentabilidade final será afetada, o que não ocorreria no primeiro caso. Em outras palavras, a tentativa de mimetizar a compensação tributária do multifundos em uma carteira monofundos resultaria, nesse exemplo, em prejuízo financeiro.

A compensação tributária do multifundos é efetiva para o produto VGBL. No caso PGBL, o imposto incide sempre sobre o total investido, logo a base de IR é igual para a carteira multifundos e para carteira monofundos.

Aplicações e resgates consolidados

Finalmente, no caso de multifundos a aplicação nova em uma carteira é feita através de um único pagamento, seja ele Pix, débito automático ou um único boleto. O MIO faz a aplicação nos fundos da carteira nos pesos especificados pelo cliente.

No caso de uma carteira de planos monofundos, é necessário gerar um pagamento separado para cada fundo. Se a carteira tem 10 fundos, isso significa gerar e pagar dez códigos Pix separados.

Inclusão de novos fundos mais ágil

Outra vantagem em multifundos é a atualização da sua carteira sem burocracia de novas contratações. Nas seguradoras que oferecem estrutura de planos monofundos, cada novo lançamento de um fundo novo corresponde a contratação de um novo plano de previdência que sempre exigirá do cliente ao menos definir se deseja contratar PGBL ou VGBL e definir valores de aportes mensais.

No MIO, o processo é muito mais simples. O cliente que já possui um plano não precisa passar por um novo processo de contratação de previdência, ele só precisará adicionar o novo fundo na sua carteira, alterando os pesos das suas contribuições mensais ou rebalanceando sua carteira atual.

Para levar com você

Os planos de previdência multifundos do MIO apresentam vantagens em relação a uma carteira de planos de previdência monofundos: você aplica e resgata de forma mais simples em carteiras de fundos usando um único PIX, boleto ou débito, faz trocas dos fundos na carteira com menos etapas e ainda tem compensação tributária pagando imposto apenas sobre o rendimento consolidado de todos os fundos da conta de previdência.

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Time MIO

Especialista em previdência privada e planejamento financeiro.

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